Saturday, December 5, 2009
Tuesday, October 27, 2009
Victória Amazônica

Há muitos anos, em uma tribo indígena, contava-se que a lua (Jaci, para os índios) era uma deusa que ao despontar a noite, beijava e enchia de luz os rostos das mais belas virgens índias da aldeia - as cunhantãs-moças. Sempre que ela se escondia atrás das montanhas, levava para si as moças de sua preferência e as transformava em estrelas no firmamento.
Uma linda jovem virgem da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com este encontro e mal podia esperar pelo grande dia em que seria chamada por Jaci. Os anciãos da tribo alertavam Naiá: depois de seu encontro com a sedutora deusa, as moças perdiam seu sangue e sua carne, tornando-se luz - viravam as estrelas do céu. Mas quem a impediria? Naiá queria porque queria ser levada pela lua. À noite, cavalgava pelas montanhas atrás dela, sem nunca alcançá-la. Todas as noites eram assim, e a jovem índia definhava, sonhando com o encontro, sem desistir. Não comia e nem bebia nada. Tão obcecada ficou que não havia pajé que lhe desse jeito.
Um dia, tendo parado para descansar à beira de um lago, viu em sua superfície a imagem do deusa amada: a lua refletida em suas águas. Cega pelo seu sonho, lançou-se ao fundo e se afogou. A lua, compadecida, quis recompensar o sacrifício da bela jovem india, e resolveu transformá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilham no céu. Transformou-a então numa "Estrela das Águas", única e perfeita, que é a planta vitória-régia. Assim, nasceu uma linda planta cujas flores perfumadas e brancas só abrem à noite, e ao nascer do sol ficam rosadas.
Wednesday, October 7, 2009
Wednesday, September 23, 2009
Meus Cinco Segundos
http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=5239
...Falando sobre acupuntura na Insônia como tratamento complementar.
[E tenho dito]
Wednesday, September 2, 2009
Pá virada
Foda-se. Vou dormir e só acordar depois dessa merda toda.
[pq saco é luxo]
Saturday, August 29, 2009
Das coisas pequenas
É besteira, mas de vez em quando torna-se importante. E conversa-se sobre isso, e faz-se as pazes. Pronto. Porque gostar é mais importante que isso.
[ deixa quieto que passa ]
Ps1.: Já passou
Ps2.: Ronaldo.
Wednesday, August 12, 2009
Matanza, Angra, Sepultura e uma tendinite...The cronicles of Escárnia
Conversa vai e conversa foi, recebo o melhor presente de fim de trabalho. Kiko loureiro vai por meu nome na lista pra entrar no show... E de quebra me deu a palheta que tava tocando. Ca-ra-lho. Hoje volto a minha adolescência, que nunca foi normal pra gurizada daqui do nordeste. Ao invés de me acabar no forró, sempre ouvia ultraje, Ramones, Metallica, Nirvana, Ac/Dc e por aí vai. Ia pra show cover aqui nos undergrounds da vida, era careta mesmo, mas ficava possesso em rodinhas de moshpit e cotoveladas amistosas de show de punk rock. Enfim, batia pra porra e apanhava também, já que faz parte do headbanger lifestyle. Cabelão no ombro, ou quase, já que meu avô milico enchia o saco preu cortar, meus jeans velhos de praça do skate, onde fazia vert de patins e camisas de bandas, nem sempre pretas [quem porra disse que precisa vestir preto pra gostar de rock? Vão tomar no cu, pois já fui de blusa de botão, pós trabalho e sapato e bati mais que qualquer veadinho metido a neopunk].
Bom, voltando a sexta, liguei pra galera das antiga pra rolar aquele flashback, já que hoje tem uns palhaços que não sabem fazer rodinha, só querem distribuir socos a toa na cara de uns desconhecidos. Todos iam. Ótimo. Reunião pré-show aqui em casa, e algumas cervas depois, rachamos um Tx, rumo a gloria! Chegamos com Matanza rolando um HC dos bons. Instigação e adrena topados, rumo ao moshpit! Tirei logo a camisa, pra não rasgar e daí... PQP! Nem preciso descrever como é. Ombradas empolgadas, com movimento rítmico de pescoço, cotovelos semi-armados empurrando uns pra longe, berros altos e duelos de cotovelo no meio com direito a coro da multidão... testosterona no último nível imaginável. Uns me dando um sonoro “você é do caralho brôu!!!” ou ainda um “as galera das antigas sabem fazer o cão suar!”, e nós três,que fomos juntos a gritar em coro o velho “oi, oi, oi, oi...”. acabou Matanza em um segundo, de tão bom que tava.
Pausa pra descanso e... cerveja. Suado e já de camisa vamo pra fila do bar entre umas bandas locais que tocaram por lá. Uns latões a mais na cuca e ouço a bateria rufando no palco principal... Angra vai começar. Hora de babar e vê os caras que tocam muito, mas muito foda tecnicamente. Solos elaborados, enarmônicos e mudanças de tome padrão bem sincronizados e haja orgasmo musical [lembrem-se que sou um dublê de guitarrista frustrado]. Acabou-se tão rápido quanto Matanza, apesar de meu relógio marcar quase duas horas de show. Mais um descanso, mais fila de cerveja.
Uns dois latões e meio depois de três latões [kkkkkk], escuto uma voz gutural no palco, dizendo “ Are you ready?!” eu, depois de meio caminho pra ficar bebo, grito “for Philips!!!” e começo a rir junto com meus amigos, também pra lá do Paquistão. A guitarra grave de Andreas rasga e o novo baterista mói a batera. O cara tem dez braços. Mais moshpit. Mas cotovelada. E eis que, desta vez, mais intenso. O show vai desenvolvendo-se em uma das melhores rodinhas que já vi recentemente. Finalizando o show, como não podia deixar de ser, já pedida um quadrizilhão de bilhonésimos de milhões de vezes... Roots. Poutz e lá se vai meu pescoço e cotovelo. Foda-se, o que são uns hematomas amanhã? Para meu azar, um desses novatos-batedores-a-esmo-de-murros acerta minha mão direita, a qual já vinha sentindo leves incômodos na região da borda oposta ao polegar. Fui às estrelas e voltei, mas o sangue quente logo se ocupou de fazer esquecer. Acabou minha adolescência, lembrei. Merda - completei.
Segunda-feira normal de trabalho, super bem, com o mesmo leve incômodo, quando retorno pra casa, e uma pancadinha maledeta no sofá, de frente com a ponta do mindinho me faz urrar belos elogios ao vocabulário de palavras de grande extensão, e ao maldito sofá, tudo registrado em conversa de MSN [ né, Nati?]. O suficiente pra não me fazer dormir, mesmo após meia hora de gelo. Hospital, chá de cadeira, dexametasona no glúteo direito e gesso no braço. É, não sou mais adolescente. Foda-se.
[tá eu sei que é um post grande, mas foi divertido escrever]
Sunday, August 2, 2009
Tuesday, July 28, 2009
Frio, Uísque e Música boa
Tudo certo, uísque dentro de uma garrafinha pet de 500ml, cheinha, só pra mim. Sem gelo, cowboy mermo. Tava disposto. Bom, fomos ao parque Ruben Van Der Linden, que por ser complicado demais pra se falar bêbado, os locais apelidaram de pau pombo. Não me perguntem o porquê. Explico minha escolha de ir pra lá assim de cara, e não pro palco principal onde vão as atrações mais disputadas: O simples fato de lá tocar Jazz e Blues instrumental, coisa que não ouvia [ao vivo] desde o festival do ano passado. Assim que entro na bendita praça-cujo-nome-eu-em-breve-não-consigo-falar, escuto um manjar pros meus ouvidos... B.B. King. Quase que uma lágrima me percorre o canto do olho esquerdo. Ah, música de verdade.
Isso também me fez lembrar que havia prometido a uma senhorita que recicla palavras que eu a iria mostrar o bom da música. Daí pra ter saudade foi rápido. Da saudade eu olhei pra garrafinha, que já ia na metade, e quase vai tudo de uma vez. Refreei-me desesperado, pois sabia que não ia ter mais depois. E cerveja não dava. Nem vinho, já que não sou muito adepto. Vodka, meu fígado treme só de lembrar uma ressaca que tive. Ah mas meu humor foi mais persistente, feliz por estar ouvindo aquilo tudo ali na minha frente e associando com outra lembrança tão boa.
Dali fomos até o placo principal ouvir nação zumbi, cujo, em minha opinião, depois de valvulados, foi o melhor show do festival. Cotoveladas, empurrões e alguns hematomas depois, das rodinhas tradicionais, decidimos ir pra casa. Nem preciso dizer que voltar, agora subindo ladeira, foi torturante. E dormir só, pior. Fazer o quê, né?
Monday, July 20, 2009
Let the Bodies Hit the Floor
Acordo, suado e com calor, ainda sonolento. Levanto meio que em semi-consciente de onde estava o ventilador, ligando-o e virando para deitar-me novamente. Inútil. Deitei e, num passe de mágica, o sono se esconde debaixo de meu travesseiro. Puxo o maldito de volta à tona, mas sua relutância em voltar pra minha cabeça me faz retorcer ainda mais, e o esforço me deixa ainda mais desperto. Ah, merda, resmungo. Novamente de pé, me ponho em direção à cozinha com clara intenção de cometer o crime de assalto à geladeira, e voltar sem deixar vestígios. No pequeno espaço do quarto até lá milhares de coisa me passam pela cabeça enquanto tento não tropeçar nas visitas que dormem amontoados na sala. Volto ao quarto no mesmo instante em que acabo de abastecer-me de tranqueiras que sei que vou devorar em alguns minutos. E nada de sono. Maldito, praguejo enquanto procuro debaixo do travesseiro. Nada. Vamos ver se ele está dentro de um desses livros, penso, enquanto pego um grosso volume de capa negra em minhas mãos. O tempo passa.
Manha de hoje, 09:47.
Acabo de ler quinhentas páginas e me levanto novamente para ir ao banheiro. Minha mãe, em visita, já se encontra de pé. Acordou cedo, disse. Nem dormi ainda, retruquei em voz baixa. Minhas olheiras não negam. Meu filho, tem alguma coisa te incomodando? Não mãe, tudo bem. No fundo queria dizer que tinha uns mil quilômetros de problema. Mas seria preocupá-la com o óbvio. Distância. Aproveito que estou em pé e tomo meu desjejum. Volto pro quarto e deito.
Meio dia de hoje.
Nada de sono e ainda por cima calor. Muito calor. Bom, vou tomar banho e ir trabalhar, já que não tem jeito.
Noite, 22:02, presente momento.
Vou ver filme, já que a internet está me cansando, pois mesmo depois de jogar futebol por duas horas, continuo sem sono. Meus olhos ardem, queimam. Meu corpo pede, mas meu sono deu uma escapulida não sei pra onde. Mas sei que vai voltar hoje. Ah vai, ou não me chamo Arcoverde.
"..Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida..."
Pablo Neruda
